O que mais causa stress no cuidador?





30\04/13
Novas regras para domésticas aumentam procura por casas de repouso no Rio

 

 

Entretanto, diferentemente das domésticas, os cuidadores costumam trabalhar em regime de plantão. A estimativa é que as novas regras causem um aumento de, no mínimo, 40% nos gastos e criem a necessidade de contratar mais profissionais, já que uma das alternativas em estudo seria a carga horária de 12 horas de trabalho por 36 de descanso. 

 

Proprietário de uma casa de repousos para idosos no Alto da Boa Vista, na Zona Norte do Rio, o médico geriatra Eduardo França dos Santos, de 59 anos, estima ter recebido vinte famílias à procura de informações desde a aprovação das novas regras. As diárias variam entre R$ 130 e R$ 170, sem contar os medicamentos.

 

“As pessoas estão assustadas, muitas arregalam os olhos quando sabem do preço. As famílias começam a fazer contas porque sabem que manter um cuidador, com a nova lei, pode dar problema mais adiante. O fato é que as regras ainda não estão muito bem definidas. É uma decisão difícil, as famílias estão realmente muito confusas”, avalia Eduardo, que administra uma instituição com 19 idosos, a maioria com complicações como Mal de Alzheimer e Parkinson.

A situação é a mesma na pousada geriátrica administrada por Rita de Cássia, de 60 anos, no Grajaú, zona norte do Rio. Desde a entrada em vigor da nova lei, dez famílias estiveram na instituição em busca de informações. Com capacidade máxima para 25 idosas (a casa só aceita mulheres), a instituição cobra cerca de R$ 2.400 por mês para cada paciente. “Quando chegam aqui, acham caro. As pessoas estão apavoradas. Temos cinco vagas ociosas e já estou vendo que não vão durar muito tempo”.

 

Fila de espera

 

A entrada em vigor das novas regras está tirando o sono da advogada aposentada Lea Regina Cruz, de 64 anos. A mãe dela, que tem 96 anos e tem alzheimer, vive em uma casa geriátrica há dez anos. Com o agravamento da doença e a necessidade de acompanhamento constante, a família contratou duas cuidadoras para acompanhá-la na instituição. Cada uma recebe cerca de R$ 1.500 para trabalhar em regime de 24 horas.

 

“Além das duas cuidadoras, pago R$ 4 mil para a casa de repouso, sem contar medicamentos e plano de saúde. Não tenho condições de arcar com mais gastos”, conta Lea, que vive com o filho em um apartamento de dois quartos.

 

A situação levou a advogada a procurar outras casas geriátricas, com um quadro maior de profissionais. No entanto, com o aumento na procura, Lea está tendo dificuldade em encontrar vagas. “Estou na fila de espera em duas instituições. Durmo e acordo pensando nisso. Como minha mãe vai sobreviver?”, questiona.

 

A incerteza com as novas regras tem deixado famílias sem saber o que fazer, já que, diferentemente da situação das domésticas, em que patrões têm a alternativa de contratar diaristas, para os idosos que necessitam de acompanhamento não há opção semelhante.

 

“Antigamente, as famílias eram mais numerosas. Sempre tinha alguém que cuidasse do idoso. Hoje as pessoas têm que trabalhar, não têm tempo. Ficou muito mais difícil manter em casa. Quanto maior a dependência do idoso, mais complicado é. E esse é um problema muito sério. É uma decisão complicada para a família”, avalia o médico Eduardo.

 

Mariana Costa
Do UOL, no Rio de Janeiro


Está noticia saiu no UOL noticias, do dia 26/04/13

 


Home Galeria de Fotos Política de Privacidade Fale Conosco

TELEFONE PARA CURSO: (31) 3023-2927- 3054-7487 PRECISANDO DE CUIDADOR LIGUE: 3327-7394 Endereço: Av. dos Andradas, 302 - sala 515 - Centro (próximo à estação central do metrô) Horário de atendimento: 09:00 as 12:00 e 13:00 às 18:00