O que mais causa stress no cuidador?





12/04/13
Nova lei das domésticas gera dúvidas para cuidadores de idosos

 

 

A ampliação dos direitos dos empregados domésticos também vai alterar a forma de trabalho dos cuidadores de idosos. A nova lei está provocando muitas dúvidas para empregados e patrões.

Para cuidar de seu Olinto, Emilinha tem uma jornada de 24 horas. Depois, folga dois dias. Ela e outras duas funcionárias se revezam, mas agora o esquema vai ter que mudar. Pela nova lei, a jornada dos domésticos não pode ultrapassar 44 horas semanais. Se exceder, é preciso pagar hora extra.

A família terá que contratar mais uma cuidadora, e o gasto total passaria de R$ 3,3 mil por mês para mais de R$ 5 mil. “Teria que ter dado um tempo para a gente se organizar”, diz o aposentado.

“Eles vão ficar sem empregado e nós sem serviço porque ninguém vai querer contratar”, afirma a cuidadora.

A Associação dos Cuidadores teme pela queda dos salários. “Se a família tem um cuidador contratado por R$ 1,350, que é uma média de 24 por 24, ele é obrigado a diminuir a carga horária desse profissional pela metade. Só que ele não pode diminuir o salário pela metade. Muitos vão ter que demitir e recontratar cuidadores com um salário menor”, afirma o presidente Jorge Roberto Souza.

E atenção: ninguém pode trabalhar oito horas seguidas. Esta jornada tem de ser interrompida por uma ou duas horas para almoço. As famílias precisam se organizar. O idoso deve ser cuidado por outra pessoa, já que o cuidador não pode ficar à disposição. Ele pode até sair de casa, almoçar fora ou ir ao banco, por exemplo.

“Ele tem que ter esse intervalo para se alimentar e descansar”, afirma o advogado da Associação de Cuidadores de Minas, Sérgio Luiz Coelho.

Os cuidadores terão ainda outros direitos que precisam ser regulamentados para começar a valer, como por exemplo, FGTS, seguro-desemprego e auxílio-creche.

O plantão da noite também não está em vigor ainda, mas, gera dúvida. Segundo a Juíza do Trabalho Olivia Figueiredo Coelho, todo contrato de 22h às 5h tem que incluir o acréscimo de 20% da hora diurna. E no caso dos cuidadores, as escalas especiais, que muita gente faz, terão de ser mudadas.

“Essa jornada de 12 por 36 é uma jornada especial e ela tem que estar prevista em uma convenção coletiva. Então neste caso, como não há ainda, a categoria não está organizada ainda, então, eu não vejo como se aplicar essa jornada especial”, afirma Oliva.

ESTÁ REPORTAGEM FOI ANUNCIADO, NO JORNAL BOM DIA BRASIL, DO DIA 11/04/13. E ESTÁ NO G1.

 

 


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